Tuesday, March 25, 2008

Extrair a raiz quadrada ao ininteligível Trevo-do-Mar

Por entre sacrifícios impostos aos mais pobres pelos mais ricos e no labirinto dos medos de uma derrocada económica, erguem-se os fantasmas do passado: o regresso da repressão, a intimidação constante, a recusa do debate sério e a arrogância dos que tudo podem, querem e mandam, assim tem sido a governação pearcense dos últimos anos.
El-rei Trevo-do-Mar faz gala em exibir o seu despotismo e em zurzir os fracos com o chicote do Poder, de certo modo, surpreende que assim seja: as novas eleições são de aqui a um pouco mais que um ano e muito dificilmente o povo do reino pearcense repetirá os erros do passado.
Que sentido fará, então, esta política de verdadeiro suicídio eleitoral?
A resposta plausível será esta: as forças que el-rei Trevo-do-Mar verdadeiramente representa contam com importantes alianças ocultas que a seu tempo se revelarão, nomeadamente, os apoios extremos de um “certo capital” e o manto protector de uns “acólitos” e “católicos” cúmplices.
Segundo esperam, el-rei Trevo-do-Mar e os seus acólitos, quando chegar a altura própria, o tal “certo capital” e a “católica”, correrão a salvar os arrogantes leigos «trevalistas». Para já, impõe-se preparar a operação e reforçar o “movimento” que possa articular entre si os partidos políticos da direita, os mercados, os “católicos” e a «sociedade civil», tudo com a cobertura fornecida por um jornal local politicamente simpatizante e controlado.
O plano em mente não é propriamente original. Já foi ensaiado noutra altura, com o seu demagógico «Movimento Pearça é a nossa Ração».
Nos bastidores de uma certa esquerda pearcense desiludida trabalha-se aceleradamente nesse mesmo sentido. O casulo da intriga foi publicamente anunciado quando alguns dissidentes do «Pearça é a nossa Ração» ameaçaram constituir listas paralelas às próximas eleições pearcenses tendo como cabeça de lista uma importante personalidade parlamentar «não católica, mas de inspiração cristã».
Nesse sentido criar-se-á em Pearça um novo movimento: o «MPT – Movimento do Pontapé no Traseiro» (ao el-Rei Trevo-do-Mar e à Rainha do Entrudo - Banda das Cruzes Credo) será um movimento que terá um núcleo organizador de dezenas de elementos, em parte anónimos, mas que se sabe provirem de várias áreas de descontentes com o actual estado de governação pearcense.
Confessam o objectivo político e ideológico de aglutinarem os “não comunistas” e irão aparecer à população como um movimento «perito em humanidades».
E declararão aos incautos pearcenses «Nós, meus filhos, somos gente da rua, não temos nada a ver com doutores, somos homens e mulheres comuns, muitos com trabalho social na área das instituições de solidariedade social e nas associações desportivas»
O MPT – Movimento do Pontapé no Traseiro não será um movimento de inspiração cristã, não é esse o critério, embora nesses vários elementos hajam pessoas católicas, (existem católicos em vários partidos, às vezes em partidos inesperados), é convicção do MPT que no reino de Pearça não há partidos católicos. Os católicos têm liberdade de filiação política e não há nenhum partido, nem pode haver, que se assuma como partido de católicos.
O MPT será um projecto sem nenhuma referência religiosa, todos os dados que vão sendo conhecidos encaixam-se perfeitamente na hipótese de que estamos em presença não só do esboço simples de um novo Movimento mas de um plano de reforma do mapa político-partidário pearcense, uma exigência dos asfixiados, cilindrados, esmigalhados e esborrachados por el-Rei Trevo-do-Mar.
Intento megalómano, sem dúvida, mas com a marca evidente de vários tecnocratas descontentes com a actual governação pearcense. À esquerda do «Pearça foi a nossa Ração”, o MPT deverá funcionar como movimento charneira, fazendo a ponte entre os vários interesses que imperam em Pearça, disfarçando-se com uma leve maquilhagem demagógica e epistolar, o MPT procurará encurralar e cilindrar os comunistas, arqui-inimigos não só de el-rei Trevo-do-Mar como do «Movimento Pearça foi a nossa Ração”.
Toda esta invasão dos acessos ao poder terá de ser faseada, desenvolvida pouco a pouco, grão a grão, como quem faz uma sopa. Mas deverá ser exacta e funcionar a curto prazo.
Fácil é já prever que o MPT irá contar com orçamentos ilimitados e absorverá os militantes fugidos ao desabar da direita política convencional, de uma certa esquerda desempregada e revisionista, dos oportunistas políticos (vira-casacas) e de alguns «cristãos» desavindos com el-Rei Trevo-do-Mar.
É claro que, neste momento, os factos essenciais não estão ainda consumados. É importante, porém, que observemos com atenção este panorama de intriga, que equacionemos os seus perigos e que saibamos extrair a raiz quadrada àquilo que se prepara.

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Thursday, July 12, 2007

BRIGA NO BAIRRO DA PINK PANTER!

Lia-se há dias no verdeverdugo "Onde é que está a colecção de postais sobre o património natural de Alpiarça?! Ah, é verdade, apesar desse trabalho já ter sido pago com os nossos impostos, a referida colecção não pode ser publicada porque isso iria violar direitos de autor, já que a vereadora me roubou os respectivos diapositivos e eu não assino uma autorização para a divulgação pública desse material enquanto a corrupta não me devolver o que é meu…
A propósito, sabe mesmo bem olhar para aqueles esqueletos metálicos para outdoors turísticos à entrada da vila, e pensar que a vereadora torrou neles uns milhares de contos – que nos saíram dos bolsos – para nada!! A foto que eu gostaria de lá ver era a dessa mulherzinha a jogar à apanha do sabonete com um touro de cobrição!..."
O Seca Adegas esposo da aia Banda Grudes não tolerou mais ver, ouvir e ler as coisas que o Xando, aliás verdeverdugo, aliás Paulo Barreiros tem escrito sobre a sua esposa no blogue de sua autoria. Veja-se que apenas num parágrafo lhe chamou ladra, corrupta e vaca.
Ontem munido de uma realíssima bebedeira apareceu no Bairro da Antiga Praça de Touros, aliás Bairro da Pink Panter (que agora já não é porque está muito branquinho), à porta da casa do gajo do rabo de cavalo para lhe dar umas súcias de murros nas ventas, mas ou o gajo não estava ou teve medo e quem apareceu foi a sua mãe que corroborou na cara do esposo da aia Banda Grudes todas as acusações que o filho lhe faz.
Sorte a do Seca Adegas que o Xando não tenha aparecido, porque o gajo parece que é mestre em artes marciais e ainda tinha partido umas costelas ao homem o que era uma desgraça.
É que depois o povoléu ainda dizia em cima de corno, escalavradado!

O CÉU PODE ESPERAR! [6]

Os nossos conterrâneos JE (José Ervas), ZP (Zeca Pinhoada), HP (Dr. Hermético Pachorra), DG (Doutor Geadas) encontram-se no Céu para mais uns dedos de conversa, jogar uma cartada e beber uns copos.

JE: Ora muito bom dia, que prazer em revê-los, há bastante tempo que não aparecem, nem para me contarem as novidades lá do Reino.

ZP: Caro Doutor lamento desampontá-lo mas as novidades não são assim muito boas para si.
DG: Zeca lá estás tu a meter o senhor Ervas em preocupações, és um regateiro do piorio, não podias ficar calado e falares só da tua boneca nua?
HP: Já sei que vai sobrar para mim, mas já que começaste agora é melhor contares o que sabes.
ZP: Finalmente foram inaugurados com pompa e circunstância os Arquivos Reais de Piarça a quem foi atribuído o nome aqui do nosso amigo Hermético Pachorra, o qual teve direito a estátua de bronze da autoria do Picasso de Piarça.
JE: Bem me tinham soado uns zunz-zuns que os Arquivos Reais teriam o nome do Dr. Hermético, mas essa da estátua de bronze, não estava mesmo nada à espera.
ZP: Pois. Mas lamentavelmente temos de reconhecer que o Dr. Ervas está a perder prestígio no Reino de Piarça.
DG: Claro que está, até tu lhe roubaste o nome de uma praça com o seu nome e arranjaste maneira de lá porem uma boneca nua para endireitar a ferramenta aos velhos dos bancos do “picha murcha”
HP: Alto aí, eu não meti prego nem estopa, para os arquivos terem o meu nome e me ser feita nova estátua, eu até já tinha um busto no Azil e estava bastante satisfeito com isso.
ZP. Tá bem ó Doutor dos olhos, mas certo é que o património agrícola que o nosso bom anfitrião José Ervas deixou ao Reino de Piarça, foi completamente descredibizado recentemente pelo El Trevo do Mar.
ZE: O quê? A minha Quinta dos Matudos onde se produziram dos melhores vinhos de Alpiarça já não presta?.
ZP: Não, segundo El Trevo do Mar, há 32 anos que a sua Quinta não gera receitas, o seu Solar está a precisar de obras avultadíssimas para poder continuar aberto ao público e a autarquia vai ter de vender parte da sua quinta para ir buscar algum dinheiro.

O velho Ervas nesta altura da conversa, não contém a emoção, chora compulsivamente e ao fim de um bocado reage desta maneira:
ZE: Quando doei toda a minha riqueza ao Reino de Piarça, os rendimentos das propriedades davam e sobejavam para manter o Museu dos Matudos e criar um Azil para velhos e crianças desprotegidas. Bem sei que os tempos são outros, que a agricultura está numa profunda crise e que o vinho vende-se mais barato que a água, mas nunca pensei que os meus conterrâneos me fossem vender a minha querida quinta dos Matudos.
ZP: Pois é Doutor Ervas, os tempos são outros. Eles vão concessionar 162 ha, por 90 anos, para lá construirem um condomínio de luxo. O negócio deve ser consertado com o Tisidoro porque ele é dono de metade ou mais do Paúl dos Matudos. Consta que vai haver um campo de golf e um lago de baixa profundidade.
DG: Sim. Lá isso é verdade. Para se fazer o lago até já desviaram a Estação de Tratamentos dos Cagalhotos lá do Paúl. Os cagalhotos a boiarem eram mais que muitos e para fazer uma coisa de luxo aquilo tinha de estar limpinho.
ZP: Ahahahahahah! Mas esquecem-se da Ribeira que vem do Vale Enlameado que trás os dejectos da vacaria? Aquelas águas também estão sempre muito porcas.
DG: Mas isso nota-se mais é de inverno, porque de verão como há os arrozais, os cagalhotos das vacas são todos filtrados pelos arrozais.
JE: Mas eu quero saber mais. Afinal por quanto é que vai ser vendida a minha Quinta? A sua venda resolve o problema do Museu e do Azil?
ZP: Infelizmente está no segredo dos Céus o valor da venda da quinta dos Matudos. Apenas se sabe que é uma venda por 90 anos.
JE: 90 anos? Ao fim desse tempo já passaram várias gerações, esses terrenos nunca mais voltam para a posse do povo do Reino de Piarça, vão arranjar uma estrangeirinha e isso fica nas mãos dos meus novos herdeiros.
HP: Caro Ervas é capaz de ter razão, eu se ainda estivesse à frente do Azil, talvez conseguisse ter alguma influência para que não vendessem a sua Quinta, porque quem vende nunca mais lhe chama seu.
ZP: E o pior é que a Assembleia do Reino, como estão em maioria já aprovaram a venda, agora só resta esperar que não apareçam interessados.
JE: Cala-te. Como não aparecem? Essa merda quando foi feita já havia interessados. El Trevo do Mar não dá ponto sem nó, a esta hora já formaram uma empresa para comprar a minha rica Quinta dos Matudos.
DG: Caro amigo e senhor Ervas, lamentamos muito mas não podemos fazer nada. Só resta esperar que dê uma salipampa ao El Trevo e que ele responda ao chamamento do Osíris para o Reino dos Mortos.
JE: Só tenho pena é de nunca apanhar esse El Trevo aqui no Céu, porque o S. Pedro não lhe dá aqui entrada, porque se ele viesse para aqui tinha de se haver comigo e eu mesmo velho como estou ainda era Homem para lhe dar dois estalos nas fussas e chamar-lhe umas carradas de nomes e se não me tivessem roubado a minha bengala, levava era duas bengaladas no lombo à boa maneira parlamentar do início do seculo XX.
JP. Pois claro, esse gajo quando morrer vai direitinho mas é para o INFERNO, os companheiros de Lucifer já lhe preparam um belo quarto de hotel infernal para ele ficar para lá a arder por muitos e longos anos.
AhAhAhAhAhAh. O CÉU PODE ESPERAR!

Saturday, June 16, 2007

Aeroporto

Palácio Real de Piarça, no seu gabinete recém remodelado com uma nova secretária, uma mesa de reuniões fabricadas, propositadamente para si, com madeiras exóticas, com cortinados novos e um lustre de cristal de Murano parecido com aquele que tinha no seu castelo no Escondidinho, sua majestade refletia naquela manhã chuvosa de Junho.
Trevo do Mar: pensa, pensa tens que surpreender porque Piarça já voltou ao marasmo e os súbditos precisam de temas de conversa e os cortesões, para não dizer bufos e lambe botas, precisam de estar ocupados em coisas que não em conspirações contra mim.
De repente levanta-se energicamente da cadeira e grita:
Trevo do Mar: Eureca, descobri.
Depois do grito, e com receio da possibilidade de alguém o ter ouvido e o considerar doido, caminha directamente para a porta do gabinete abre-a vagarosamente e espreita para o corredor para ver se alguém se aproxima.
Verificou com satisfação que nada de anormal se passara, fecha de novo a porta,
dirige-se para a sua cadeira nova senta-se, e com um sorriso de orelha a orelha, olha para o seu telegrafo de secretária pega-lhe e começa a marcar os nove números mágicos, que tinha consultado na sua agenda pessoal, que poderiam mudar para sempre o seu futuro.
Ao seu ouvido chega o som característico de chamada dos telégrafos e repentinamente alguém fala ao seu ouvido – estou sim bom dia.
Trevo do Mar responde: Bom dia meu caro amigo António Posta fala Trevo do Mar e precisava de um favorzinho teu.
António Posta: Como está majestade de Piarça, o que posso fazer por si?
Trevo do Mar:: Estou bem obrigado, eu precisava que me conseguisse uma entrevista com o ministro dos aeroportos Sheik Rário-al-Rino e se possível com o Vizir Mezé-el- Liócrates.
António Posta: Com certeza majestade os seus pedidos para mim são ordens, vou fazer umas telegrafadas e já lhe ligo.
Trevo do Mar desliga e volta a concentrar-se agora noutros assuntos, nomeadamente nuns documentos que tinha na sua frente e que tinha retirado duma pasta de cartão com o brasão do reino, com a indicação de confidencial a verde.
Estava tão concentrado na análise daqueles importantes documentos que quase saltou na cadeira quando o telegrafo de secretária tocou.
Trevo do Mar: Estou sim, ora diga de sua justiça meu amigo.
António Posta: Majestade o senhor è uma pessoa de sorte o Sheik Rário-al-Rino pode recebe-lo amanhã de manhã e o Vizir Mezé-el- Liócrates à tarde.
Trevo do Mar: Obrigado meu amigo não me esquecerei destes favores.
Trevo do Mar desliga o telegrafo e, logo após, liga para o seu motorista particular e bem assim como para o chefe da sua guarda pessoal para prepararem a sua deslocação a Ulipsseia.
Ulipsseia palácio do Sheik Rário-al-Rino, na ante camara do seu gabinete particular, Trevo do Mar observa todo luxo, retirando ideias para aplicar no seu castelo do Escondidinho, quando de repente uma voz o chama a realidade e lhe diz que pode entrar.
Trevo Do Mar: Com licença Sheik Rário-al-Rino, obrigado por me ter recebido tão rapidamente e desde já o meu pedido de desculpas por lhe tomar o seu precioso tempo.
Sheik Rário-al-Rino: Por quem sois Majestade è sempre uma honra recebe-Lo nesta sua casa.
Mas dizei-me em que posso ser-lhe útil.
Trevo do Mar: Bom o que me trás aqui pode resolver um problema que nos afecta aos dois.
Sheik Rário-al-Rino:De que se trata Majestade?
Trevo do Mar: Passo a explicar o senhor anda a braços com o problema da localização do novo aeroporto internacional, ele è a Rota, o Muchete enfim um sem numero de localizações que nunca mais acabam, pois eu acho que tenho a solução para o problema.
Sheik Rário-al-Rino E qual seria a solução?
Trevo do Mar: Pois para mim nem Rota nem Muchete mas sim Piarça. Por acaso até trouxe uns estudos feitos por técnicos independentemente dependentes da minha pessoa, que tenho o prazer de lhe deixar.
Sheik Rário-al-Rino: Obrigado pela sua cortesia e prometo-lhe que vou analisar cuidadosamente os documentos que me trouxe e desde já lhe agradeço a sua disponibilidade para a resolução deste desígnio nacional.
Trevo do Mar: Bom não o maço mais e obrigado mais uma vez.
Sheik Rário-al-Rino: Não maçou nada foi um prazer.
Palácio do Vizir Mezé-el- Liócrates se o luxo no palácio de Rário-al-Rino era de deixar qualquer um de boca aberta então ali nem em o sonhos o Trevo teria podido imaginar.
Centenas de pessoas circulavam de um lado para o outro aparentemente muito ocupados com assuntos da mais alta importância.
Enquanto aguardava Trevo do Mar ia pensando na conversa que iria ter com o Vizir, até que uma secretária se lhe dirigiu para o acompanhar ao gabinete do governante.
Faça favor de me acompanhar Majestade disse ela.
Trevo do Mar chegou-se para o lado ao mesmo tempo que dizia: as senhoras primeiro aos mesmo tempo que pensava para com os seus botões uma destas è que gostava de ter lá em Piarça, o Vizir tem cá uma sorte porque até nisto è tudo material topo de gama.
A secretária chegou ao fundo de corredor alcatifado com as paredes decoradas com quadros representativos da moderna pintura portuguesa, que o Trevo do Mar há muito tempo vinha cobiçando para o seu castelo particular, bateu à porta, retirou-se para o lado, abriu-a ao mesmo que colocava o seu melhor sorriso que quase provocava um ataque cardíaco ao Trevo, e disse: faça o favor de entrar Majestade o Vizir Mezé-el- Liócrates espera-o.
Trevo do Mar penetrou no luxoso gabinete e pensou: mão admira que não haja dinheiro para nada com um gajo destes a gastar assim em luxos, mas afivelou o melhor dos seus sorrisos e disse:
Trevo do Mar: Como está o meu caro amigo Vizir Mezé-el- Liócrates?
Mezé-el- Liócrates : Bem obrigado Trevo mas diz-me que ideia è essa do aeroporto ser em Piarça?
Trevo do Mar: Bem Mezé não te vou falar de estudos técnicos porque esses deixei-os com o Rário, mas sim de outras coisas mais importantes.
Olha para começar em Piarça ficamos perto de Ulisseia e com uma ligeira reconversão das estradas ficamos ligados a autoestrada .
Depois não temos impedimentos de ordem ambiental não existem lá jazidas aquiferas, não passa por lá nenhuma rota de migração de aves, a própria zona industrial do reino deita, nas suas proximidades, um cheiro tão bom que se organizam excursões para as pessoas desfrutarem de um aroma tão benéfico para a saúde.
Tanto assim è que vamos começar a entradas para o espaço.
Depois e por ultimo o meu pai è proprietário dos terrenos onde, por acaso e só por acaso, os técnicos independentes, que fizeram o estudo que entreguei ao Rário, dizem ser os indicados para a construção do futuro aeroporto.
Como podes ver são tudo boas razões para a construção do futuro aeroporto em Piarça defendendo sempre, claro está, os interesses do Império
Ah! quase me esquecia que uma das características do meu pai è ser bastante generoso com os amigos em particular e com o partido em geral.
Mezé-el- Liócrates: Meu caro amigo ouvi atentamente a tua explicação, especialmente os dois últimos argumentos,e podes estar certo que a candidatura de Piarça será levada em linha de conta e mais ainda se depois, sem querer influenciar em nada como è óbvio, na altura da construção as empresas admitidas ao concurso para concretização do projecto forem as que eu inadvertidamente indicarei.
Trevo do Mar: Podes contar com isso a final para que servem os amigos, não è verdade?
Mas olha e o Califa Adival Silva não vai colocar obstáculos? Ele è um picuinhas e è bom nas contas.
Mezé-el- Liócrates: Não te preocupes que com esse porque a cooperação estratégica está bem e recomenda-se e se não for assim vou para os jornais chorar-me e acusá-lo de criar obstáculos à minha boa governação.
Bom meu amigo agora vai e fica descansado porque ou muito me engano ou Piarça vai ter um aeroporto internacional e um rei ainda mais rico do que antes.
Abraçaram-se mas o Trevo não podia sair dali sem dizer o que lhe estava atravessado na garganta e por isso disse.
Trevo do Mar: Olha lá Mezé não podias dispensar-me algumas daquelas secretárias que tens por aqui que são podres de boas?
Mezé-el- Liócrates:Tá bem, o que não faço eu por ti, vou mandar-te algumas por destacamento lá para o Reino de Piarça.
E assim Trevo do Mar saiu do palácio do Vizir com a sensação de mais uma tremenda vitória para si e para o seu dilecto pai.
Ficaria na história por todos estes feitos realizados.

Friday, January 26, 2007

Casca de Banana

Palácio Real de Piarça sala do trono.
El Rei tinha chegado cedo e depois de arrumar os documentos, que trouxera do seu castelo privado no Escondidinho, sentara-se na cadeira junto à secretária de trabalho e tirara do bolso o telégrafo de bolso, que o reino lhe tinha oferecido, e enquanto reflectia ia virando e revirando o seu melhor amigo.
Mas o nervosismo era grande e ele já não conseguia mais estar sentado, levantou-se e começou a caminhar para trás e para frente com as mãos atrás das costas procurando encontrar uma solução para o problema que o atormentava.
De repente repara numa coisa que lhe chamou a atenção e que o deixou ainda mais preocupado do que já estava, e que era nada mais nem menos do que a porta do gabinete que ele deixara aberta, facto que nunca tinha acontecido até agora.
Dirige-se apressadamente para a porta e fecha-a ao mesmo tempo que murmura de si para si:
Trevo do Mar: Devo estar a ficar velho agora já me esqueço da porta aberta, que grande chatice se aparece aqui alguém e me vê neste estado de nervos até parece que não controlo a situação do reino, bem e falando a verdade já não controlo pois tenho que aturar a oposição na Assembleia do Reino e os gajos dos blogues.
Mal acabou esta conversa com os seus botões batem à porta e ele dirigiu-se apressadamente para a secretária e respondeu:
Trevo do Mar: Entre
A porta abriu-se e surgiu a Banda Cruzes Credo que disse:
Banda Cruzes Credo: Com licença majestade, bom dia.
Trevo do Mar: Bom dia só se for para ti Banda.
Banda Cruzes Credo: que se passa majestade? Qual é o motivo desse nervosismo? Precisa de uma massagem para acalmar?
Trevo do Mar: Qual massagem qual quê eu estou é danado com aqueles gajos, cambada de burros.
Banda Cruzes Credo: Mas majestade…gajos, burros????? De que está a falar???
Trevo do Mar: Isto não são conversas para termos aqui porque as paredes têm ouvidos, por isso vai para o teu gabinete e pega no teu telégrafo de mão e convoca o Porreirinha, o Carioca, o Rodinhas e a Bera de Bolonha para uma reunião para o meu castelo no Escondidinho.
Banda Cruzes Credo: Sim majestade, mal empregado não caíres da cadeira como aconteceu ao outro, pensou.
Castelo Privado de El Rei no Escondidinho, depois de revistados e de ficarem sem os telégrafos de mão os convocados foram conduzidos à sala de reuniões, onde à entrada foram sujeitos à despistagem de equipamentos electrónicos de escuta.
A porta de mogno encoberta com um tapete de Arraiolos novo, feito de encomenda para substituir o antigo, com as armas do soberano dava acesso a uma sala ampla e agora insonorizada, ao centro a mesma mesa com as mesmas cadeiras e a pender do tecto dois candeeiros de cristal de Murano que a iluminavam por completo.
Os convocados aguardavam e o rei que não se fez esperar entrando na sala antecedido por dois elementos da sua guarda pessoal.
Trevo do Mar: Boa noite a todos obrigado por terem vindo, mas por favor sentem-se. Como sabem marquei a Assembleia do Reino, para aprovar o orçamento e plano de actividades e mais não sei quantos pontos, para aquela data com um objectivo definido perceberam qual?
Não - responderam todos em coro.
Trevo do Mar: Se soubessem é que me admirava e depois com aliados destes não se consegue ir a lado nenhum. Mas vou explicar o que se passou é que eu queria criar condições para que me pudesse demitir e deixar o lugar para a Banda.
Como assim majestade? Perguntaram todos
Trevo do Mar: Oh cambada ao marcar a Assembleia para aquela data e com aqueles pontos todos, e ao não dar documentos a todos os parlamentares eu queria é que eles se zangassem todos e saíssem da sala, e aí eu aproveitava para dizer que não tinha condições para continuar e demitia-me, mas aquelas duas bestas ficaram lá e pronto lixaram-me o esquema.
O objectivo desta reunião e escolher uma nova estratégia para eu conseguir sair sem levantar suspeitas e escusam de se cansar a pensar, até porque não conseguem, porque já a tenho.
Assim na próxima Assembleia do Reino vou propor à própria da hora algumas coisas de todo em todo inaceitáveis de modo que a oposição toda saia da sala, mas se alguma besta não sair tu Rodinhas e tu Carioca tratam de a ofender, e se mesmo assim ela não sair mandam-lhe com qualquer coisa à cabeça e quando ela reagir tu Bera de Bolonha expulsa-la da sala por incumprimento do Regulamento da Assembleia do Reino de Piarça.
Quanto a vocês Banda e Porreirinha comecem a fazer promessas, e façam-nas publicar no pasquim eclesiástico Mudo de Piarça, com indicação que estarão concretizadas na altura da Assembleia, mas que não cumprirão e assim possam alimentar as criticas dos gajos dos blogues.
Depois eu faço o papel de donzela ofendida e apresento a demissão, por falta de condições, devido à falta de democraticidade da oposição e tu Bera fazes uma cena para me tentares convencer a não sair, mas eu fico inflexível e tu acabas por aceitar, chamas os gajos da oposição comunicas-lhe a minha decisão e nomeias a Banda para o meu lugar. Perceberam?
Sim responderam todos.
Trevo do Mar: Ainda bem e agora obrigado pela vossa colaboração, esta reunião acabou. Podem ir à vossa vida e vemo-nos amanhã no Palácio Real, escusado será dizer que este assunto morreu aqui.
Trevo do Mar apertou discretamente um botão colocado debaixo do tampo da mesa, apareceram os seguranças que devolveram os telégrafos aos convocados, e os acompanharam ao pátio do castelo onde tinham deixado os seus coches motorizados.
Bem seus, seus nem todos seriam já que o da D. Banda Cruzes Credo é propriedade do reino e que pensou para com os seus botões:
Banda Cruzes Credo: Mais uma seca de reunião parecia o Falazar, raios o partam, a dar ordens e nós a ouvirmos como crianças, pois muito bem vim no coche do reino e assim não gastei gasolina no meu.

Saturday, January 06, 2007

Assembleia do Reino

Catacumbas do castelo privado de El-Rei Trevo do Mar
Uma sala ampla, bem iluminada por lustre de cristal ao centro uma mesa com cadeiras.
Num dos cantos os convidados entretêem-se conversando sobre os mais variados assuntos da vida de Piarça nomeadamente das regateirices e daquilo que vem no Rotundas, que oficialmente ninguém lê, mas que teve quase 50.000 visitas em 2006 e vai pelo mesmo passo em 2007.
Repentinamente ouvem-se passos e a porta oculta por uma carpete de Arraiolos com as insígnias de El-Rei abre-se e os convidados fazem silêncio enquanto o Rei entra na sala, dirigindo-se de imediato á mesa, carregando alguns dossiers e dirigindo-se aos convidados:
Trevo do Mar: boas noites queridas e queridos camaradas, socialistas e socráticos não confundir com os comunistas, bem vindos a este meu humilde castelo.
Em primeiro lugar desejo-vos apresentar as minhas desculpas em relação ás medidas de segurança, mas como sabem todo o cuidado é pouco com a oposição.
Mas sentem-se porque vamos começar a reunião porque a rainha já se encontra nos aposentos reais para me fazer o teste do bidé, porque ela anda com a pulga atrás da orelha com aquela história da Pitágoras.
Tem razão majestade, eu no lugar dela também estaria desconfiada disse D. Banda Cruzes Credo piscando o olho de forma cúmplice, mas qual o motivo para reunião?
Sim qual o motivo, perguntou o Rodinhas.
Sim qual o motivo, repetiu Pedro Eco Carioca.
Calma amigos, eu tenho pressa mas parece que vocês têm mais pressa que eu, a razão desta reunião é preparar a reunião da Assembleia do Reino para aprovar o Orçamento e o Plano de Actividades para o ano de 2007 disse o El-Rei Trevo do Mar.
E como vou conduzir os trabalhos na Assembleia? perguntou a Bera de Bolonha.
Trevo do Mar: é para decidirmos democraticamente, da maneira que quero, essa e outras questões e por isso já tenho aqui o trabalho de casa feito que passo a explicar portanto não gostaria de ser interrompido senão no final e se for para dizerem que concordam comigo, se não for assim é melhor estarem calados porque não vou ligar nenhuma ao que disserem.
Assim vamos lá tu Bera de Bolonha ficas a saber que vou entregar os documentos mesmo em cima da Assembleia de modo que nem a oposição nem a maioria tenham tempo de os analisar e assim mato dois coelhos de uma só vez, porque assim como assim a oposição ia votar sempre contra por isso não precisam de ler, e a maioria também não precisa de ler porque está na Assembleia não para ler, mas para aprovar democraticamente o que eu quero e como quero.
Se a oposição protestar tu Bera dizes que houve uma avaria nas máquinas e portanto não foi possível entregar para todos os aios e se não aceitarem a explicação mandas os gajos calarem-se.
Tu Rodinhas vais controlar a maioria não vá dar uma maluqueira a algum daqueles tansos que lá temos e o gajo vá levantar problemas e no fim votar contra ou abster-se, entretanto vais-te abastecendo de uma boa dose daquelas bocas foleiras que tu usas quando só falas e não dizes nada e que têm o condão de tirar do sério da oposição, que eles ficam logo com vontade de fugir dali para fora para não te ouvir e se responderem aqui a Bera manda-os logo calar.
Tu Banda ficarás ao meu lado com o Gafanhoto Porreirinha, os dois calados e só usam da palavra se eu olhar para vocês, assim se eu quiser que um de vocês fale olho para ele e então sim pode falar caso contrário falam muito bem calados que é para isso que lá vão estar.
Percebido? Perguntou olhando para os dois.
Sim, como de costume, responderam ambos.
Bom, como tinha dito de início a Rainha aguarda-me nos aposentos reais, esta reunião terminou, mas antes deixem-me dizer-lhes que a Assembleia será no dia 27 de Dezembro e a ter inicio ás 18 horas e a ordem de trabalhos terá 22 pontos isto sem contar com os pontos que tenho preparados para a ultima da hora, assim sempre posso vence-los pelo cansaço e acabam a votar de qualquer maneira.
Muito obrigado pela vossa colaboração.
Levantaram-se todos, menos o Bobo Ténis Rodinhas claro, e dirigiram-se à saída da sala onde receberam os telemóveis das mãos dos dois seguranças que na companhia de dois cães doberman os acompanharam ao parque de estacionamento onde tinham os carros.
Sempre a mesma merda falas, falas e não ouves ninguém só espero que tenhas um ataque cardíaco quando tiveres no bem bom com a Rainha, assim deixavas-me o caminho livre para reinar, aliás como me prometes-te e não há meio de cumprires, será que tenho fazer um golpe de estado palaciano e envenenar-te? Pensou D. Banda Cruzes Credo enquanto entrava para o seu carro.

Saturday, December 02, 2006

EL-REI TREVO DO MAR RECUSA CONVITE PARA FESTA DOS 55 ANOS

RAINHA TREVO-DO-MAR (RTM) – Alteza disseram-me que os nascidos em 1951 vão organizar um almoço comemorativo dos 55 anos, concerteza que irá ser convidado, mas digo-lhe já que não conte comigo, caso o almoço seja organizado no dia do meu aniversário, bem basta apenas me dares sempre uma prenda pelos anos e não me dares um presente de Natal, quando mais ainda perder a minha festa de anos.
EL-REI TREVO-DO-MAR (E-RTM) – Alteza fique descansada que mesmo que eles me convidem eu não irei, não me misturo com a Plebe e além disso os organizadores são um bando de Kmeres Vermelhos, não precisa de se preocupar com a data, o almoço vai ser no 1.º de Dezembro, dia do jantar de apoio à minha governação.
RTM – Que chatice não aceitar alteza, ia ser um DIA EM GRANDE, um almoço dos seus 55 anos e um jantar de apoio ao seu governamento, eu assim iria gostar de ir e aproveitaria para levar o meu vison.
E-RTM – Alteza não seja aborrecida, você nunca gostou de festas! Além disso os infantes não iriam connosco e era uma vergonha, a plebe anda sempre com os filhos atrás e iriam reparar, bem sabe que o infante deixou de vir ao reino desde que você não aceitou a namorada para sua nora.
RTM – Cale-se, você é que não gosta do namorado da infanta e tem feito de tudo para ela o deixar, você quer que a sua filha fique para tia? Você até se esquece que o moço é herdeiro de uma imensa fortuna. Os mameiros são donos de uma boa parte da baixa do reino.
E-RTM – Mas a rainha chama fortuna àquilo? Mas você quer comparar o dote da sua filha com aquela casaria mais velha que a Sé de Braga? Ora… Ora… vá tomar os pingos. Além disso não me chateie com namoricos. Ainda por cima o moço é sobrinho daquele gajo que foi ciclista e que agora tem a mania que é político desde que sentou o cú na Assembleia Real. Irra não posso com esta gente. Faz-me cá uns nervos!
RTM – Por falar em nervos, você, a sua dama Banda Gama Slides e o seu Gafanhoto Betoneirinha acham que fizeram uma bonita figura na última Assembleia do Reino? Que vergonha, nem são capazes de aguentar o embate de uns aprendizes de políticos. Phoda-se, os Depurados Reais estão ali praticamente de borla e vocês políticos bem pagos abandonam a Assembleia, se eu mandasse vocês vinha era todos de cana…
E-RTM – Irra! A rainha hoje tá insuportável, mas isso é tudo por eu não querer ir ao almoço dos 55 anos? Mas você alguma vez me viu misturado com plebeus e afins? Bem me basta ter casado consigo que é descendente de arroteadores de terras quanto mais ter de aguentar com kmeres vermelhos.
RTM – Alteza não ofenda os meus antepassados, você até se esquece que o seu pai teve de fugir para Olissipeia cheio de dívidas? O meu pai nem queria que eu me casasse consigo, porque o meu pai foi sempre um homem de contas direitas.
E-RTM – Deixe-se de coisas e não desenterre pecados esquecidos, você vem sempre com essas conversas que o meu pai fugiu de Alpiarça. O melhor que o seu pai cá deixou foi o palacete onde moramos e os terrenos que estamos a vender, o seu dote foi uma miséria.
RTM – Em memória dos faleicos o melhor é a conversa acabar por aqui, agora mesmo que você fosse à festa dos 55 anos, quem não punha lá os pés era eu.
E-RTM – Só a falta… Você já sabia que eu não ia. Eu só vou a festa onde me paguem os almoços, caso seja eu pagar têm de me passar factura para eu receber as ajudas que tenho direito...

Monday, November 27, 2006

A Ressurreição

Inferno Real após a campanha eleitoral e no meio do lixo lutando pela sobrevivência El – Rei Trevo do Mar murmura para com os seus botões:
Trevo do Mar: Isto não pode estar a acontecer comigo eu não posso ter sido tão ingénuo para ter caído nesta armadilha tão velha e que eu já utilizei tanta vez! Só pode ser um pesadelo.
Não é pesadelo nenhum meu cargo amigo, isto é real e bem real o que se passa é que você está ainda na fase de rejeição disse-lhe um ser que ele desconhecia de todo mas mal vestido como ele.
Meu caro amigo??????? Eu não sou seu caro amigo porque não o conheço de lado nenhum e digo-lhe mais, existe aqui um grande equívoco ainda não está na hora da minha morte porque ainda tenho de atazanar a vida a muito boa gente no mundo dos vivos.
Pode ser que assim seja mas o facto é que está cá deste lado e não vejo como vai voltar para o outro lado, e já agora despeço-me desejando-lhe boa sorte disse o desconhecido.
Entretanto num monte de lixo um pouco afastado El Rei escuta uma conversa a princípio banal mas que de repente se torna interessante.
Estou aqui devido a uma injustiça, fui enganado dizia um, também eu respondeu outro, mas no meio disto tudo talvez tenhamos sorte se o apelo que fizemos a Lúcifer for deferido ainda poderemos voltar ao outro lado, até porque ele precisa lá de agentes e com posições chave como as nossas.
Ao ouvir esta parte Trevo do Mar aproximou-se disse:
Trevo do Mar: desculpem amigos mas não pude deixar de ouvir a vossa conversa e interessou-me aquela parte do apelo a Lúcifer e a possibilidade de voltar para o outro lado isso é verdade e como se faz?
É verdade e como se faz é só encontrares Lúcifer e pedires-lhe e ele diz-te logo se sim, se não, ou se vai pensar, a nós disse-nos que ia pensar mas tu deves ser um tipo de sorte porque Lúcifer vem mesmo aí e podes falar já com ele.
Lúcifer aproxima-se e Trevo do Mar vai ao seu encontro.
Vinha mesmo á tua procura Trevo do Mar disse Lúcifer.
E eu á tua, mas diz do que se trata Lúcifer porque se estiver ao meu alcance já sabes estou ao teu dispor disse o Trevo do Mar.
Sabes Trevo preciso de gente de confiança do outro lado e tu com o teu currículo és um dos indicados para me representares disse Lúcifer.
Obrigado pela parte que me toca Lúcifer mas responde-me lá a uma coisa: pelo meu currículo? O que é que ele tem de especial? Perguntou o Trevo.
O que tem de especial? Oh meu amigo não sejas modesto! Basta recordar a ultima Piagra na qual tu já com uma divida do caraças ainda contrataste o Tony Camioneta e a Bela Flor para escrever o nome nuns papéis, cada um deles a levar um cache suficiente para pagar o ordenado mensal de vários funcionários.
Essa nem lembrava ao Nero mesmo quando mandou incendiar Roma, bem mas nesse pormenor vocês são iguais porque se Nero mandou incendiar Roma literalmente, tu vais incendiando financeiramente Piarça de modo que quando saíres de lá aquilo fica sem conserto.
Por isso te vou mandar de volta para o outro lado, porque eu quero ver Piarça a arder disse Lúcifer.
Entretanto na morgue do hospital e quando o médico legista se preparava para espetar o bisturi para iniciar a autópsia pareceu-lhe ouvir gemer, parou o movimento e disse:
Porra agora já mos trazem vivos para aqui!
Pegou no telégrafo de mão e ligou para os cuidados intensivos para virem buscar o morto que afinal não estava morto.
No Inferno Lúcifer esfregava as mãos de contente e dizia:
Por agora já me livrei dele, manhoso como é ainda me ficava com o lugar mais tarde, e quando tiver mesmo de ser, talvez tenha chegado a acordo com S. Pedro e ele vá para o Paraíso.
Entretanto é como se diz em Piarça: enquanto o pau vai e vem folgam as costas.

Friday, November 24, 2006

O CÉU PODE ESPERAR AHAHAHAHAHAHAHA!!!! [5]

EL-REI-TREVO, está a fazer o seu habitual passeio pedestre matinal no Escondinho quando é atropelado pelo gajo que lhe foi cagar à porta, que lhe anda com um ódio cego e então morre ali mesmo.
A alma dele chega ao Paraíso e dá de caras com São Pedro na entrada.
-"Bem-vindo ao Paraíso!"; diz São Pedro
-"Antes de entrar, há um problemazito...
Raramente vemos Políticos por aqui, sabe… então não sabemos bem o que fazer consigo.
-"Não vejo problema nenhum, basta deixar-me entrar", diz El-REI-TREVO
-"Eu gostaria de o deixar entrar Eminência, mas tenho ordens superiores… Sabe como é… Vamos fazer o seguinte: O Senhor passa um dia no Inferno e um dia no Paraíso. Depois pode escolher onde quer passar a eternidade.
-"Não é necessário, já resolvi. Quero ficar no Paraíso diz o EL-REI-TREVO.
-"Desculpe, mas temos as nossas regras.
"Assim, São Pedro acompanha-o até ao elevador e ele desce, desce, desce até ao Inferno. A porta abre-se e ele vê-se no meio de um lindo campo de golfe. Ao fundo o clube onde estão todos os seus amigos e outros políticos com os quais tinha trabalhado. Todos muito felizes em traje social. Ele é cumprimentado, abraçado e eles começam a falar sobre os bons tempos em que enriqueceram às custas da plebe. Jogam uma partida descontraída e depois comem lagosta e caviar. Quem também está presente é o Diabo, um tipo muito amigável que passa o tempo a dançar e a contar anedotas. Eles divertem-se tanto que, antes que ele perceba, já é hora de ir embora. Todos se despedem dele com abraços e acenam enquanto o elevador sobe. Ele sobe, sobe, sobe e a porta abre-se outra vez. São Pedro está a espera dele. Agora é a vez de visitar o Paraíso. Ele passa 24 horas no paraíso, com um grupo de almas contentes que andam de nuvem em nuvem, tocando harpas e cantando. Tudo vai muito bem e, antes que ele perceba, o dia chega ao fim e São Pedro retorna.
-"E então??? Você passou um dia no Inferno e um dia no Paraíso. Agora escolha a sua casa eterna".
-"Ele pensa um minuto e responde:-"Olha, eu nunca pensei ... vir a tomar esta decisão… O Paraíso é muito bom, mas eu acho que vou ficar muito melhor no Inferno", diz EL-REI TREVO.
"Então São Pedro abanando com a cabeça, leva-o de volta ao elevador e ele desce, desce, desce até ao Inferno. A porta abre-se e ele vê-se no meio de um enorme terreno baldio cheio de lixo e com um cheiro horrível. Ele vê todos os seus amigos com as roupas rasgadas e muito sujas catando o entulho e colocando-o em sacos pretos, repara que por vezes os amigos se pegam á porrada na disputa de pedaços de comida podre. O Diabo vai ao seu encontro e passa o braço pelo ombro de EL-REI TREVO.
-"Não estou a perceber?!", - gagueja EL-REI TREVO
-"Ontem mesmo eu estive aqui e havia um lindo campo de golfe, um clube, lagosta, caviar, e nós dançámos e divertimo-nos imenso. Agora só vejo esta porcaria cheia de lixo mal cheiroso e os meus amigos totalmente arrasados!!!"
- O Diabo olha pra ele… sorri ironicamente e diz:
-"Ontem estávamos em campanha. Agora, que conseguimos o seu voto... eis a realidade..."

Sunday, October 29, 2006

O CÉU PODE ESPERAR [4]

JE (José Ervas) e ZP (Zeca Pinhoada), HP (Dr. Hermético Pachorra), DG (Doutor Geadas) voltam a encontrar-se no Céu para mais uns dedos de conversa, jogar uma suecada e beber uns cálices de licoroso da Quinta dos Matudos ou da Casa Pachorra.

JE: Santas tardes meus amigos, obrigado por me voltarem a visitar, mas vocês têm andado desaparecidos, há um mês ou mais que não conversamos.


ZP: Tenho andado adoentado e ao mesmo tempo preocupado com umas coisas que se andam a passar pelo Reino de Piarça.

DG: Zeca lá estás tu com as tuas preocupações, tas a falar dos atentados bombistas em Piarça?

HP: Atentados bombistas? Não estou a par de nada. Contem-me tudo.

ZP: Pronto vou contar o que sei: na Assembleia Real de Setembro houve lá umas coisas que correram mal, parece que os vermelhos estavam à espera que o El-Rei Trevo do Mar finalmente mostrasse o relatório do Aki Há Gato, mas quem fez a festa foi o Trevo, o gajo fez a festa, atirou os foguetes, e apanhou as canas.

JE: Como assim? Mas o gajo não andou a comprar uns lotes a uma empresa imobiliária a SemSede, que era dele, do pai e de um tal Luís Caudilho, lotes que não estavam pagos e que poderiam ter revertido à borlix para o Reino, como reverteu outro onde até estava já construído um pavilhão que o Reino tem emprestadado ao antigo Grémio da Lavoura e que até esteve para ser oficina do reino? Ele até inventou montes de desculpas, disse que nem falava com o pai, que não sabia que a SemSede tinha comprado os lotes a um tal de UmBétinho, desculpou-se com a Insónia etc etc.

ZP: Claro, tem razão Doutor, mas o mistério público considerou-o inocente.

DG: Mas disseram-me que até hoje ninguém sabe do relatório do Aki Há Gato, nem sabe o teor integral do acórdão. Dizem que o El-Rei só divulgou o que quis.

HP: Mas vocês não conhecem o El-Rei? O cérebro daquele homem está a 99% ocupado em desculpar-se com todos, há sempre um culpado para tudo e a auto-vitimizar-se, apenas 1% funciona e nesses dias que o cérebro funciona a 1% o gajo até é "amigável", embora como sabemos o gajo não tem amigos, mas conta Zeca conta que estou a ficar curioso.

ZP. Bem, coincidência ou não, na noite da Assembleia Real e como as coisas azedaram também com o Bobo Rodas, o carro do homem apareceu a arder durante a noite, mas dizem que começou por um pneu, convenhamos que é um bocado estranho para quem quer verdadeiramente inutilizar um carro. Quando se viu os gajos em França a queimarem carros, os gajos partiam os vidros e punham a gasolina a arder para dentro dos carros, este começou a arder “a medo”, não acham estranho? Seria só para arder um pouquinho e perderam-lhe o controlo, ou um sensor do ABS ou algo junto dos travões entrou em curto-circuito e lentamente o fogo alastrou ao pneu e propagou-se a mais partes do carro?

DG: Pa, olhem que os gajos da estrutura distrital do partido do Trevo-do-Mar falam em rede bombista, mas não dizem que quem anda verdadeiramente em altas guerras internas é o próprio Piarça no Chão e o próprio partido de el-Rei, agora só convidam quem lhes convém para as reuniões de partido.

ZP: Esperem que ainda não acabou. Passados uns dias ardeu um velho barracão onde dormia um drogado e que estava cheio de plásticos e velhas alcatifas onde o gajo dormia enrolado, dizem que foi fogo posto. Será que o drogado se alumiava com alguma vela e que aquilo pegou fogo e o gajo abalou a fugir e cagou no fogo em vez de apagar aquilo, ou foi ajuste de contas de quem não queria drogados por ali?

DG: E como explicas a fogueira que acenderam num terreno do pai Esturricado mesmo ao lado da Corte Real?

ZP: Ahahahahah!. Uns botins de borracha a arder e uns velhos paus e janelas velhas? Isso foi o drogado para desviar as atenções, ou então é para haver uma pega para a o Trevo comprar o terreno ao pai Esturricado, para a Corte ficar com um jardim atrás, ou até parque de estacionamento.

DG: Então óh Zeca sabichão como explicas os pneus cortados do carro da Banda Grudes e do “seu” Lagunha “de serviço”?

ZP: Ahahahahahah! A corte tem seguros para essas coisas. Não vão gastar um tostão a meter pneus novos e os carros deviam estar a precisar de pneus. Se foi terrorismo urbano, porque não fica o carro da câmara numa garagem e continua estacionado à porta do prédio da aia Banda Grudes, depois de lhe terem cortado os pneus? Parece que não têm medo que voltem a fazer o mesmo, senão deixavam o carro numa garagem da Câmara ou ao menos no parque subterrâneo, ao menos o Rei Trevo do Mar estaciona o seu/nosso BMWC 520 D Very British Green na sua casa no sítio do Escondidinho.

JE: É verdade que também cortaram os pneus ao carro do João Sem Ranho, dentro da garagem do gajo?

ZP: Falou-se nisso mas acho que é rebate falso, esse gajo tem uma garagem privada e nunca deixa o carro na rua.

DG: Mas aquilo que fizeram ao Trevo na manhã de sábado foi macabro.

JE: Então? Mas ainda há mais?

ZP: Fizeram uma montagem com um obituário da Agência Funerária Aleixo e afixaram junto ao portão da Igreja a dizer que o El-Rei tinha falecido e que o funeral seria em Dezembro. Estranho é que a Agência Aleixo é do pai de um gajo que é arqui-inimigo do El Rei-Trevo. Pode ser só coincidência...

HP: Pronto cá está. Estão criadas condições para o homem se vitimizar junto dos seus camaradas de partido e partir para um cargo menos desgastante. Mas a verdade é que até agora El-Rei não sentiu um chavo de prejuízo e afinal foi ele que tem tido os maiores problemas com montes de gente no Reino. Como se explica isso?

ZP: E ainda há mais novidades.

HP: Mais?

ZP: Lembram-se daquele gajo, o Rasgado Baza, que denunciou que o nome do presidente andava ligado a uns "rastos informáticos" que levavam a visitas de sites de pornografia adulta e juvenil? O Tal gajo que o El-Rei Trevo se apressou a despedir da Corte, porque o homem lhe escreveu uma carta de descontentamento pela maneira como os processos indisciplinados tinham sido conduzidos?

JE: Cala-te. Essa nojice foi longe demais. Cá para mim o El-Rei Trevo para defender o verdadeiro culpado enterrou-se em merda até ao pescoço, O Miradoiro escreveu esta semana que o Rasgado Baza foi inocentado pelo ministério público. Alguém andava era à procura de um motor de arranque em sites pornográficos, não admite a culpa e puseram o Rasgado na rua.

ZP: Mas a melhor não sabem vocês. Agora já há um novo bode expiatório. Esse tal Rasgado Baza deu uma entrevista a uma Rádio de Palmeirim e disse que tem uma carta do Desinstrutor do Falso Processo Indisciplinar que o pôs na rua, a admitir que a culpa é toda dele (do desinstrutor) e reconhece que foi induzido em erro e pediu desculpas ao Rasgado e à família dele, pelo sofrimento causado!

HP: O quê? Verdade? Um tal de Ingenhêro Vás Morto Gal. Chiça, esse homem nunca prestou para nada, já no tempo dos vermelhos esse gajo assinou que os esgotos do Frade estavam prontos e não estavam para o Figueiroas arrecadar quarenta e tal mil contos, mais facilmente despedia um colega sem razão. Isso não é um homem é um palhaço faz-tudo. Foi isso que um antigo colega e Fiscal do Reino lhe chamou na cara quando se reformou e garante que escarra para o chão cada vez que vê o esse Vás Morto Gal, nem que seja do outro lado da rua.

DG: Malta, a minha sobrinha-neta disse a uma amiga que sabe quem andou a escrever as tais cartas anónimas lá sobre o Conselho Indirector do Grupo de Escolas aqui do Dr. Zé Ervas.

JE: Isso tá mais que descoberto já e está prestes a sair para a rua, já se fala descaradamente de quem é a pessoa. Há por aí um comentador que dá pelo nome de Zen que no blogue das Rotundas só faltou foi dizer o nome das professoras. Ele alega que foi quem perdeu as eleições e que tem usado o anonimato para desacreditar a actual presidenta. Fala-se até que o marido de uma dessas professoras terá ajudado “à festa”, se isso foi realmente como o Zen diz, essas pessoas vale mais fugirem de Alpiarça. Com que cara é que essa gente entra na escola e enfrenta colegas, empregadas e alunos, como reagirão os amigos?

ZP: Parece que o rasto foi terem pedido um duplicado de uma factura na VORTÉNE onde a escola tinha comprado uns ares acondicionados e o sistema de vigilância apanhou essa pessoa.

JE: Ganhem juízo velhos senis, já andam mas é cheios de esclerose multiplicável. Depois não querem que o trevo nos chame Blogue Hilariante. Vamos mas é beber uns calércios do belo do licoroso do Pachorra ou do meu lá da Quinta dos Matudos e deixem-se de merdas sem jeito. Essa gente anda toda doida. Agora querem à viva força aniquilar o Rei Trevo, há aí um Osíris que é só chamar o gajo para o pé de nós, mas desengane-se quem pensa que o Esquim Trevo do Mar algumas vez tem entrada no Céu. Esse mariolas quando bater as botas vai direitinho mas é para o INFERNO, os companheiros de Lucifer já lhe preparam um belo quarto de hotel infernal para ele ficar para lá a arder por muitos e longos anos.

AhAhAhAhAhAh. O CÉU PODE ESPERAR!

Saturday, October 07, 2006

O CÉU PODE ESPERAR [3]

JE (José Ervas) e ZP (Zeca Pinhoada) voltam a encontrar-se no Céu para mais uns dedos de conversa.

JE: Zeca já encontras-te o 4.º elemento para jogarmos uma suecada ou uma canastrada, o Céu está enfadonho como tudo pá.
ZP: Canastrada? Zeca começa a ter ânsias para vomitar, faz o sinal da cruz e diz quase sem fôlego e lívido – Vade Retro, Satanás - S. Pedro ou Deus que nos livre doutor, os ternos pretos são trevos, têm valor nulo no monte e isso faz-me lembrar logo o El-rei Trevo-do-Mar que se tem revelado uma nulidade
JE: Pois é, está fora de questão. E então esse quarto elemento surpresa, aparece ou não aparece?
ZP: Doutor, eu posso ser um bonacheirão que gosta da noite e dormir até tarde, mas cumpro as minhas promessas, o HP (Dr. Hermético Pachorra), aí vem na companhia do novo elemento.
JE: Deixa-me meter as cangalhas nos olhos, que eu sou um pitosga do caraças. Mas… mas…
ZP: Sim é o (DG) Doutor Geadas, o homem está um mimo, o Céu só lhe tem feito é bem, a sua morte de tão estúpida, apanhou-o ainda cheio de genica.
JE: Meu bom amigo Rual das Geadas, como estás tu pá? Dá cá um abraço a este teu velho amigo, estás um jovem pá, desempenado, aí todo nos trinques.
DG: Por quem me toma Dr. Ervas, eu apenas tenho feito umas boas caminhadas e uma alimentação equilibrada, nada de almoçaradas, só umas coisas leves, sem sal e nada de doces, o diabetes tava a levar-me abaixo e a roubar-me a vista.
HP: Fazes bem Rual Geadas, eu sempre fui muito rigoroso na comida, quando eu mandava no Lar de Idosos lá de Piarça, a minha grande preocupação era a alimentação dos velhos e principalmente, o acompanhamento, 2,5 dl de belo tinto lá da quinta do Ervas, a cada refeição, como vasodilatador é do melhor que há, não havia lá velhos a morrer do coração.
JE: Olha-me estes dois agora, aqui a darem-me aulas de medicina, eu sou das Finanças pá e apareci aí na Televisão anteontem, ali na varanda do Reino de Ulissipeia a proclamar a República, como eu gostei de reviver aqueles momentos, ver os meus companheiros de luta. Revivi os tempos de ministro das Finanças, o lançamento do Escudo como moeda oficial da República, belos tempos aqueles pá.
DG: Valeu-lhe de muito essas façanhas Doutor Ervas, agora até o Zeca já lhe roubou o nome da sua Praça e tem lá uma boneca de 3 metros de altura, toda descascadinha e em pêlo.
JE: Rual, nem a brincar me lembres essas tristezas de merda, que aqui o Zeca já teve de as ouvir, quiseram copiar pelos comunas de Vila Franca de Xira, que puseram o Alves Redol com a piroca pendurada, para dar alguma alma às moçoilas solteiras.
DG: Ah,ah,ah. Essa agora foi boa, e então lá na praça central do Centro Público, agora Praça Zeca Pinhoada, não há lá uns bancos de pedra para os pichas murchas contemplarem a bela bronzeada de mamilos espetados que nem dedos e entesarem a minhoca? As velhas em casa têm de dar o litro.
JE: Bem deixemo-nos de parvoeiras que eu já estou velho para pensar em velhas vestidas quanto mais em novas nuas e contem-me novidades.
DG: Doutor sabia que o meu estádio, o Estádio Dr. Rual das Geadas, já levou um segundo relvado, num espaço de poucos anos e que foi aprovado mais um empréstimo para o pessoal pagar o novo relvado a médio prazo?
JE: Olhem lá, mas aquela porcaria não tinha uma garantia de 10 anos? Então mas o Reino não tinha um encarregado dos parques desportivos para acompanhar o tratamento do estádio? Brinca-se assim com o dinheiro do povo?
ZE: Esse encarregado agora já saiu de encarregado dos equipamentos desportivos e puseram-no a tomar conta dos caixotes do lixo, o gajo só faz é merda. Gosta mais de andar com os óculos penduradas na testa a fazer de “chouffer” de uma pequenina dos refeitórios.
HP: Um encarregado a fazer de “chouffer”, deixam estragar um relvado de 60 e tal mil aérios e ainda promovem o gajo a chefe dos caixotes do lixo? Só em Piarça mesmo.
DG: Claro Pachorra, atão não sabes que o gajo esteve na primeira linha da vitória do El-Trevo sobre o Rual Figueiroa. Esse encarregado é um ideota pá!
JE: É um idiota e entra para a corte como servente no tempo dos vermelhos e hoje é um dos aios mais bem pagos da corte?
DG: Não é IDIOTA, mas IDEOTA, um gajo cheio de ideias. Ele até tem um frase muito característica, diz ele que tem levado muitos pontapés no cú, mas que isso é bom sinal, é sinal que segue na frente.
ZP: Essa prostituta política, que se vende a quem dá mais, chateou-se com os vermelhos, quando exigiu que os camaradas metessem a mulher em telegrafista da corte. Andou de "fato e caldeira" com o Rual Figueiroa e a Licita Balão, de quem se fazia grande amigo e com imensas afinidades, mas logo que o Trevo do Mar foi para a corte, colou-se que nem lapa ao Rei e invejava de morte o Babel Pedra. Esse Àmnel Nabo queria era ser adjunto do rei. ahahahahah!
JE: Pronto tá bem IDEOTA ou IDIOTA, cheira-me tudo ao mesmo, o povo paga, se lixe a taça. Então e não há mais novidades, se não houver, vamos abrir um moscatel e começar a suecada, porque a jogar ninguém pia.
HP: Malta, os Arquivos Reais que vão ter o meu nome, eram para ser inaugurados em Junho, depois a Aia da Incultura prometeu para a abertura do ano escolar, chegou a ser alvitrado o 5 de Outubro, mas tá tudo muito atrasado e a Xô Tora Banda disse que talvez lá para Janeiro, porque não há dinheiro, para pagar a um(a) Arquivador(a) Real e disse que foram comprados muitos livros para as escolas do reino e que além disso os alunos têm um programa desinformático o PiarcaBase, em que se pode consultar os livros na Intormete.
JE: Não gozem comigo que sou o mais velho de vocês todos, caraças. Não digo já aqui meia-dúzia de palavrões por respeito ao Hermético Pachorra. Mas fecharam os velhos arquivos em Março, para abrir os novos em Junho e agora é só para Janeiro do ano que vem? E o que estão tantos técnicos de BAD a fazer? Consultar livros no PiarçaBase? Vocês são uns tansos que acreditam em tudo, com vagar eu vou-vos explicar o que é o PiarcaBase. Isso da falta de dinheiro para contratar pessoal é tudo treta, eles querem é pôr lá a Xô Tora Margueritte Durona Geadas, sobrinha-neta por afinidade dos manos Rual, Álbaro e Esquim Geadas.
DG: Bem se é para arranjar emprego para a minha Guidinha, então está certo atrasarem o contrato uns meses, também quem se lembra de andar nos arquivos, só os ratos mesmo né?.
ZP: Mas o Doutor Ervas não sabe a melhor. Na noite de 26 de Setembro, El Rei Trevo-do-Mar leu um documento de 7 páginas, com extractos de um acórdão do Mistério Público, em que o declara completamente inocente de todas as acusações de possíveis lucros com negociatas com o pai e com o sócio com o mesmo apelido do Dr. Glaciar, acusou os vermelhos de tudo de ruim que lhe aconteceu. Tadinho do Pai Esturricado até chorou de tanta comoção. Eu vou propôr ao Ratzinger que El-Rei Trevo-do-Mar, a Banda CruzesCredo e o Salazar Canito, sejam canonizados, tadinhos têm andado a ser prejudicadíssimos naquilo que têm recebido na corte. El-Rei até disse em plena Assembleia Real que tem de pagar para ir trabalhar, o homem está reformado desde os 54 anos e obrigam o homem a levantar-se cedo e a ir trabalhar, acham isso bem? Os aios Banda e Canito ainda receberam menos do que o que lhes pertencia receber, são uns mártires, tadinhos, até me dá vontade de chorar (puxa do lenço amarrotado e badalhoco e assoa-se com força e escarra para o chão). E agora têm aparecido umas cartas em envelopes com o novo borrão que substituiu o brasão do Reino, com a direcção escrita pelo punho do Rei Trevo. Mas a carta não está assinada, deve ter sido fotocopiada e distribuída às tantas da noite de forma anónima. Como não está assinada pode ter sido qualquer pessoa a escrevê-la, basta ter gravado o discurso do El-Rei, feito uns milhares de fotocópias e distribuir por certas caixas de correio. Tudo pensado ao pormenor. Depois os anónimos é que são cobardes, nojentos, pegajosos e invertebrados, e não é que são mesmo?
JE: Pá, vão mas é dar uma curva com essas piadas que me têm estado a contar, eu a pensar que estavam a conversar a sério e vêm para aqui com anedotas, tiradas a papel químico do LEVANTA-TE E RI, às tantas ainda me vêm dizer que as receitas da festa PIAGRA deram para pagar ao Tony Caminheta e à Flor-e-Bela.
Ganhem juízo velhos senis, já andam mas é cheios de esclerose dupla e tripla. Venham daí, vamos abrir uma garrafeca do licoroso do Hermético Pachorra e beber uns bons calércios e começar a jogatana e deixem-se de anedotas sem pés nem cabeça.
Olhem se eu apanhar alguma piela e adormecer, descalcem-me as botas e deitem-me descalço, odeio dormir de botas calçadas.
Com o peso das botas, começo a sonhar que estou a afundar-me nas porcarias lamacentas e malcheirosas do Reino de Piarça e que morro atolado na merda que por lá andam a fazer e acordo todo lavado em suores frios.
ZP- Olhem para acabar era só para dizer que já está praticamente concluída a ligação directa da ETAR Almeirim/Alpiarça à vala Real, acho que os ambientalistas do Mistério do Ambiente não querem os cagalhões dos Almeirantes a boiarem no Paul dos Matudos, pá e se o o tubo é bem largo, aquilo agora no inverno é só abrir as guelras à ETAR e lá vai merda pela vala abaixo, ainda não percebi é para que é que os almeirantes têm tanto trabalho com a merda.
DG - Tanto trabalho com a merda? Zeca explica-te lá melhor, que quando eu vim para aqui ainda não se falava em ETAR's e nem sei bem o que isso é.
ZP - Ok, ok o Zeca explica. Então é assim, toda a merda que os almeirantes fazem é bombada por uma conduta com vários quilómetros ali para os tanques da merda ao ar livre, na quinta da couxa, como aquilo não funciona a merda era toda despejada no Paul que acabava por servir de filtro a grande parte dos dejectos, mas há um projecto chamado RápidoeDurável que para poderem recuperar o Paul não querem lá cagalhotos a boiar, então a solução é conduta directa para a vala ali pela borda estrada abaixo até à vala.
DG - Porra! Irra! Já tinhas dito essa porcaria.
ZP - Calma, doutor calma. Ora pense lá comigo, o tempo que os almeirantes gastam uma fortuna em electricidade com potentes bombas para mandarem os cagalhotos até Alpiarça, não seria mais fácil e barato mandaram-nos logo directamente para a vala lá em Almeirim? Que necessidade há da merda dar tanta volta se acaba por passar ao pé do nariz deles à mesma?
HP - Pá tu não és técnico não percebes nada disso, então agora no nosso Parque das Indústrias não andam a fazer lá uma conduta enorme também para as águas das chuvas? Ainda não percebi como é sendo os terrenos todos em areia cega aparece no Parque Industrial tanta água das chuvas.
ZP - Vocês andam é todos tapadinhos e acreditam em tudo o que o Trevo do Mar e o Eng.º Betoneirinha vos inpingem. Pá, não se está mesmo a ver que a fábrica dos congelados de legumes e a fábrica do leite deitam os esgotos nas condutas pluviais e que aquilo não dá vazão que até sai um liquido amarelo que não se pode dar narizes pelas sarjetas e já alagou a parte mais baixa do Parque Industrial? Agora com uma conduta de grande envergadura aquilo é só despejar e tá feito.
DG - Despejar e tá feito? Então e não se tratam os efluentes? E a peixarada morta?
HP - Malta vocês desculpem-me mas eu aqui tenho de acudir pelo meu amigo Trevo-do-Mar, eu estou convencido que aquilo é mesmo só para as águas das chuvas, mas quando chove muito dá um jeitão ter ali uma conduta bem larga para despejar uns milhões de litros de esgotos rápidamente. Depois com tempo o Parque Industrial vai ter a sua ETAR própria.
DG - Olhem o Doutor José Ervas adormeceu com estas conversas de merda, que estão a fazer da nossa vala uma conduta de esgotos a céu aberto. Temos de lhe descalçar as botas de montar, o homem começa a ter pesadelos e ainda acorda aí aos gritos que se está a afogar nos cagalhotos do Reino de Piarça...
HP - Tchiiii, nem quero pensar o que acontecerá ao meu amigo El-Rei Trevo-do-Mar, quando nos vier para aqui fazer companhia, que gandas puxões de orelhas e grandes sermões o Republicano José Ervas lhe vai dar.
ZP - AhAhAhAhAh. Deixa-me rir. Vê-se mesmo que além de ter muita pachora, o Dr. Hermético deve andar um bom bocado distraído. Mas o El-Rei Trevo algumas vez tem entrada no Céu? O gajo por mais que pisque o olho aí ao S. Pedro, o Lucifer já tem um bons cómodos para o gajo no Inferno.
AhAhAhAhAhAh. O CÉU PODE ESPERAR!

Sunday, September 24, 2006

PIARCA NO CHÃO REUNE PARA PREPARAR A ASSEMBLEIA REAL [2]

as posições a tomarem na próxima Assembleia Real, são as seguintes:

1.º Contrariar, contrariar sempre, mesmo com má educação os nossos opositores;

2.º Não deixem a oposição falar ou tomar iniciativas, envolvam-se em diálogos, arrastem o mais possível a 1.ª hora destinada ao Período Antes da Ordem de Trabalhos; esgotem-na com contradições e palermices, façam demagogia, falem de tudo, mas sem dizerem rigorosamente nada de novo;

3.º A substitua da Bera, não deixará prolongar o período por mais de uma hora e a Assembleia começará já um pouco atrasada;

4.º Deveremos começar a Ordem de Trabalhos lá para as 11 e ½, o primeiro ponto que é a minha informação terá muitas perguntas ocas da vossa parte a que eu responderei pausadamente como se tivesse tudo sob o mais absoluto controle;

5.º Não esquecer que terá de ser pedida autorização e permissão à Assembleia para acrescentar mais um ponto na Ordem de Trabalhos;

6.º Esse ponto será o empréstimo para uma exposição do Demoníaco Escarlate, (que ninguém liga, já que o gajo era mais feio que uma bota da tropa mal engraxada).

7.º Pelas minhas contas o ponto sobre nova contracção de mais um empréstimo, será polémico e irá arrastar-se, o que é óptimo;

O empréstimo deste quadro vai ser a nossa salvação financeira, o Dr. Mexia no Pardal já está instruído para fazer um seguro de vários milhões de euros, a esta obra de arte única.

A obra de arte verdadeira será guardada em local bem seguro, sendo empacotada uma obra falsa, embora muito perfeita, para não levantar suspeitas.
A obra sofrerá um “azar” durante o transporte ficará irremediavelmente perdida e irreconhecível, mas todas a gente testemunhará que a obra verdadeira foi enviada no camião da segurança (gente nossa), ao fim de pouco meses, receberemos o dinheiro do seguro e o Reino de Piarça, voltará a ter solvência financeira.
Pensei em simular um roubo, mas a investigação poderia arrastar-se por anos e o seguro nunca mais nos pagaria nada, assim com a falsa obra destruída a indemnização será imediata.
Quanto ao quadro verdadeiro eu e o Dr. Pardal ainda iremos pensar na solução, a tela jamais poderá aparecer numa colecção pública. Mas ainda temos algum tempo para solucionar esse caso.


Pronto, tudo explicado e como não há dúvidas vamos encerrar os trabalhos…

Friday, September 22, 2006

PIARCA NO CHÃO REUNE PARA PREPARAR A ASSEMBLEIA REAL

El-Rei Trevo do Mar consulta o seu Lacroix de ourina, são 21H30 em ponto, encara os presentes e diz:

Meus senhores, minhas senhoras, está na hora, vamos começar a reunião preparatória da próxima Assembleia Real, que se realiza para a semana.

Antes de entrarmos no assunto que nos trás aqui, quero trazer a lume um tema que toda a semana tem ensombrado o nosso Reino, ou seja, um escrito que saiu na Folha Real, assinado por Bera de Bolonha e Mania Feliz Prudente Mameiro, nem mais nem menos duas figuras públicas, com formação académica de nível superior: uma delas para além de “Mestra em Engª de Águas Engarrafadas, é “só” a nossa Presidente da Mesa da Assembleia Real e a outra, uma antiga membro da mesma Assembleia, Mestra também e com um livro publicado sobre temas ligados à educação, fruto da sua dissertação de mestrado, ainda por cima ambas membros da Comichão de Pais da Escola Secundária José Ervas.

O mais grave de tudo isto é que a nossa colega de movimento, Bera de Bolonha assina um documento de que é co-autora onde se afirma que o «seus filhos finalmente estão livres, porque estão matriculados no Liceu de Scalabis a prepararem-se para serem HOMENS», citando a folha.

Isto é claramente um incentivo a que outros pais copiem as acções destas duas pessoas de vulto e tirem os seus alunos de Alpiarça.

É incompreensível o porquê de virem desenterrar um assunto morto há dois anos e dar asas à máxima plebeia de “quanto mais se mexe na merda mais mal ela cheira”.

Eu, El-Rei Trevo do Mar que chamei a mim os louros de ter conseguido trazer para o nosso Reino o Ensino Secundário, que até obras da escola fiz constar no orçamento e plano de actividades do Reino, e que agora nem a erva da escola mando raspar com uma máquina do reino, vejo-me na contingência de concordar que o Ensino Secundário em Piarça não tem razão de existir, porque os alunos tenderão a ir matricular-se em Reinos vizinhos, seguindo o péssimo exemplo dado por estas duas “colegas” e outras professoras que têm levado os seus filhos para fora daqui.

Por outro lado, está a ser espalhado o boato que muito em breve (provavelmente na véspera da Assembleia Real) se vai conhecer o resultado do inquérito das cartas anónimas que tentaram pôr em descrédito a Presidência do Grupo de Escolas de Piarça.

Por tudo isto, aconselho a que antes que exijam a sua demissão, a Presidente da nossa Assembleia Geral, não compareça na próxima assembleia e que posteriormente apresente a suspensão do seu mandato e mais tarde se demita de mansinho, até os ânimos serenarem.

Caso não estejam de acordo comigo, ficam já antecipadamente a saber que eu próprio tomarei nas minhas mãos a solução deste caso.

Findo este período antes da ordem de trabalhos, vamos então ouvir o que vos tenho para dizer sobre as posições a tomarem na próxima Assembleia Real…

Wednesday, September 20, 2006

O CÉU PODE ESPERAR [2]

JE (José Ervas) e ZP (Zeca Pinhoada), voltam a encontrar-se no Céu para mais uns dedos de conversa.

JE: Pá ainda bem que fumas e de vez em quando tens de te levantar cedo para comprar os teus charutos e cigarrilhas, ao menos assim conversamos um bocado, infelizmente as minhas artroses já não me permitem dar umas cavalgadas pela charneca e tocar a minha pianola está fora de questão, os anjos-da-guarda cá do Céu não querem cá barulho e só gostam de Mozart e Beethoven, mas em concertos organizados para todo o colectivo.
ZP: Tem razão doutor mas já convenci o Dr. Hermético Pachorra a vir aqui ter connosco ele deve estar a aparecer por aí.
JE: Palavra? Conseguiste convencer o Pachorra a vir aqui falar com a malta?

ZP: Claro e com um bocado de sorte ainda arranjamos um quarto elemento para jogarmos aqui umas suecadas.
JE: Pá, que sorte tive em te encontrar, não imaginas as saudades que tinha de jogar uma cartada, acompanhado de bons amigos e uma garrafinha de abafado do Alto Castelo, melhor que aquele zurrapa de moscatel que os meus colegas lavradores produzem lá com mosto das uvas do campo. Tchi, não há nada que chegue a um abafado de Fernão Pires lá do meu Alto Castelo, imagina que as uvas são tão doces que o meu adegueiro nem precisava de misturar aguardente para fazer o melhor licoroso do mundo!

ZP: Pois era, mas aqui no Céu é só tisanas de tília adoçadas com mel, a boca até me sabe a papéis de música, nunca mais saboreei os meus incontornáveis Scotch’s e mesmo o belo do charuto é só às escondidas, olhe doutor, aí vem o nosso bom e velho amigo Dr. Hermético Pachorra.
HP: Bons dias meus amigos, permitam-me que me sente?
JE: Tudo bem Hermético, mas deixa-te de mariquices e vem mas é aqui contar-nos as novidades do Reino.
HP: Estou à rasca dos meus ouvidinhos. O Tony Caminheta provocou uma autêntica enchente na noite de sexta-feira na Piagra e estava tudo cheio, para ver o homem estive lá ao lado do palco, perto lá das caixas do barulho e tenho a cabeça parece uma roca.
JE: Deixa-te de histórias, Caminhetas, Marcos Paulos, Emanueis e C.ª estamos nós fartos de ouvir na Rádio Pernos, quero mas é saber novidades do novo Arquivo Real.
HP: Perdão Doutor Ervas mas não estou autorizado a alongar-me muito nessa matéria, ainda anda tudo muito abafado.
JE: Mau, mau. Então eram para ser inaugurados em Junho, depois era no início do ano escolar e afinal ainda anda assim tudo tão abafado? Já sabemos que vai ter o teu nome e que vais ter mais um monumento da autoria do Picasso de Piarça, já me ficas a ganhar. Eu só tenho aquela aberração de cimento no Jardim, tu já tens um busto em bronze lá na Fundição e agora vais ter um monumento nos Arquivos Reais. Porra vais ser ser o maior óh Pachora. Tu e o Zeca Pinhoada passaram-me a perna com uma pintarola do caraças.
HP: Doutor, eu não tenho culpa, mas se as contas não falharem e o dinheiro não faltar, a coisa vai abrir no aniversário da república. E você esteja calado que antes de 2010, quando se comemorarem os 100 anos da implantação da República, vem aí uma enxurrada de dinheiro para o seu antigo Solar e finalmente o doutor vai ter um monumento à sua altura. O Centenário vai ser comemorado em Alpiarça, mas nessa altura o El-Rei Trevo-do-Mar já não será Rei, mas voltará a assumir a presidência da Fundição Ervas, por troca com o papá e terá ainda mais honras que o Rei dessa altura, que, ou eu me engano muito, ou já será mais vermelho que rosa, ou então um vermelho alaranjado...

Saturday, September 16, 2006

O CÉU PODE ESPERAR [1]

JE ( José Ervas) passeia no Céu quando avista ao longe o ZP (Zeca Pinhoada) e o chama.

JE: Meu bom amigo, ainda bem que te encontro por aqui durante o dia, ando há uns meses para falar contigo, mas às horas a que passeias já eu estou a dormir há horas.
ZP: De facto doutor, assim é, mas acabaram-se-me as cigarrilhas e tive de me levantar mais cedo e ir comprar tabaco, mas foi o destino que nos juntou porque também há bastante tempo que lhe queria dar uma palavrinha.
JE: Palavrinha? Por aquilo que tem vindo a acontecer lá em baixo em Piarça, teremos de ter é uma longuíssima conversa!
ZP: Como assim Doutor? Eu nada tenho a ver com o que se passa lá agora (exclamou amedrontado)!
JE: Muito bem, sentemo-nos por aí para falarmos, que a minha idade já não permite estar muito tempo de pé.
Tenho lido aqui em cima o Miradoiro e outros jornais locais e nacionais e estou a par do que se vai passando lá em baixo. Para além de ler ainda vou vendo alguma coisa, embora S. Pedro seja um bocado rígido, mas como S. Tomé também gosta de “ver para crer”, deixa-me dar umas espiadas de vez em quando.
ZP: Diga meu caro, fale que eu escuto-o com atenção e verei o que poderei fazer.
JE: Por minha infelicidade fiquei sem herdeiros e leguei em testamento todos os meus haveres ao Reino de Piarça, para que ali fosse construído um asilo para velhos e um lar para crianças desamparadas. Supus mal, que os rendimentos dos meus haveres, as dádivas dos mais ricos e outras ajudas dessem para manter o asilo e o lar. Durante anos vi dezenas de pessoas trabalharem desinteressadamente em prol desse meu sonho e vontade. Infelizmente por um lado e felizmente por outro, as coisas no mundo terreno mudam rapidamente. Tudo muda e nada fica estático, assim rezam os compêndios de História Universal, que eu bem conheço. Agora a casa onde morei está a ficar velha e a necessitar de obras urgentes, as minhas propriedades agrícolas pouco rendem ou quase nada. Tu acabaste por contribuir para que terceiros se aproveitassem à grande e à francesa da Fundição logo que o meu amigo Dr. Hermético Pachorra abandonou o cargo de Presidente da Fundição.
ZP: Doutor, desculpe, mas o seu testamento, pelo menos enquanto eu andei pela Terra foi sempre tido em conta.
JE: Zeca não ponho isso em causa, mas os meus herdeiros eram o Povo de Piarça e não apenas três pessoas que formam a Trilogia – Pai, Filho e Nora.
ZP: Dr. Ervas, receio que pouco possamos fazer e que nos próximos tempos as coisas mudem.
JE: Então e os velhos de Piarça, povo a quem nomeei meu herdeiro não pode usufruir do Asilo porquê? Porque toda a vida trabalharam e têm uma reforma miserável, ao contrário de outros que podem pagar mensalidades de hotel de duas estrelas? Eu sou republicano e entendo que se alguns de nós já nascemos em berços de ouro, devíamos contribuir para que os mais desfavorecidos pudessem gozar uma velhice com dignidade.
ZP: Doutor lembre-se que nós apenas somos almas. Se Deus e os santos pouco fazem por isso que podemos nós dois aqui em cima fazer, se nem com Deus conseguimos falar? Eu já tirei senha, mas estão alguns biliões de almas à nossa frente e apesar de Deus atender milhões por dia, ainda faltam uns meses para irmos à fala com Ele.
JE: Pá estás doente ou estás parvo? Achas que Deus não tem mais nada com que se preocupar? O que tiver de ser feito terei de ser eu e tu a fazê-lo e veremos se o Dr. Hermético Pachorra entra no nosso jogo, embora eu também tenha umas contas pendentes com ele.
ZP: Mas Doutor Ervas qual é a sua estratégia? Você está mesmo revoltado com o Reino.
JE: Espera, ainda mal comecei! Então mas quem és tu afinal para me roubares a minha Praça, para desprezares a minha Estátua e me deixares eternamente a mijar atrás do muro? Não achaste outro lugar digno para ter o teu nome, sem ser a Praceta José Ervas? Deves ter pedido ao teu amigo João Só Ares para disponibilizar ao seu amigo Trevo-do-Mar uns projectos de uns caixotes lá de Ulissipeia e como foste sempre solteirão arranjaste maneira de te deliciares com a bela vista de uma Boneca Nua lá por onde te passeias à noite, para baixo olhas à esquerda, para cima olhas à direita e durante o dia deves andar a babar-te lá à volta dela, agora até os pelos púbicos da boneca taparam com um papel, Zeca, não me digas que andas ciumento e tapaste as vergonhas à cachopa?
ZP: Doutor mas por quem me toma? Mas eu alguma vez concordei com aquela homenagem que me fizeram na Terra? Mas eu alguma vez pedi aquela Boneca Bacante, aquela Sarita dos Mamilos Espetados? Eu apenas me contentava com o nome de uma rua, como fizeram com outros democratas e anti-fascistas do Reino. Aquela Boneca era para ir para a Escola Superior de Bêbados, mas como bêbados os há e de Escola nada, era para ir publicitar o bar de alterne da Sra. Dª Rameira Kikas, ali para perto da Velha Praça, mas ela não caiu nas cantigas do Picasso do Reino, porque até as suas meninas andavam mais vestidas que aquela estatueta.
JE: Zeca e as catacumbas por baixo dessa tal Boneca Bacante? Aquilo é um parque de estacionamento ou uma floresta de pilares? Será para construir um Kartódromo Indoor? Ou El-Rei Trevo quer ter tudo preparado para se esconder da Guerra Atómica e fechar-se lá com os seus súbditos mais chegados?
ZP: Nunca entendi nem entenderei aquele El-Rei Trevo, o homem é de ideias muito à frente e cheira dinheiro a milhas.
JE: Mas eu tenho um Plano.
Zeca Pinhoada esfregando as mãos de contente, pede ansioso, conte doutor conte, que ando desertinho para ter umas aventuras, este tédio aqui no Céu mata-me.
JE:
Como O CÉU PODE ESPERAR, porque El-Rei Trevo quando morrer vai para as Labaredas do Inferno, e nunca conseguiremos pedir-lhe explicações, teremos de ser nós a ir lá abaixo pedir-lhe responsabilidades.
ZP: Doutor isso é impossível, não somos almas penadas estamos aqui no Céu, só as almas penadas é que andam pela terra a infernizar a vida aos terrestres.
JE: Zeca descansa, está tudo controlado e pelo tempo que cá estamos já temos direito a precárias e vamos utilizar as precárias para irmos à Terra, vamos aparecer ao Triunvirato lá do Reino de Piarça e pedir-lhes responsabilidades, mas antes disso vamos espetar-lhes uns valentes cagaços e infernizar-lhes a vida…

Friday, September 08, 2006

O LAGO DOS CISNES (2)

Decorre o mês de Agosto, El-Rei Trevo-do-Mar depois das suas merecidas férias (sabe-se lá em que local e à custa da plebe) , reúne toda a sua vassalagem, e, com todo o seu espírito que todos conhecem de malvadez disse:
Quando passo de e para a minha querida e elegante mansão, reparo que na área de comando da Galinha FRANCHETE, existem 2 galinheiros abandonados e em estado de degradação. Exijo de imediato que o fiscal do Reino vá inteirar-se do sucedido e que me relate ainda hoje o que conseguir apurar, para que EU possa decidir contra quem me faz frente no meu Reino e que eu tão bem comando como quero e me apetece, porque este galináceo ousa enfrentar-me e tira-me do sério.
No dia seguinte o Fiscal do Reino, deslocou-se ao local e fez o relatório, que de imediato fez chegar ao seu Senhor, não ousando ele fiscal, entregá-lo directamente, com medo do ralhete pelo atraso da entrega do respectivo relatório.
Consta o seguinte no relatório: são 2 galinheiros abandonados que estão na área de comando da Galinha Franchete, num terreno que pertence ao Reino e que de momento está vazio, mas põe em causa a beleza natural do local e dá uma má imagem aos milhares de turistas que visitam a zona.
SERÁ QUE SÃO ASSIM TANTOS MILHARES? O QUE VÃO VISITAR? O PARQUE DAS GALINHEIRAS NAO É! SERÁ QUE VISITAM O DÓ I SOL? SERÁ QUE EL-REI TREVO DO MAR SÓ TEM OLHOS PARA A GALINHA FRANCHETE? SERÁ UMA OBCESSÃO POR ELA? E AS 2 GALINHEIRAS? E OS ACESSOS DA ZONA? OS PASSEIOS? O MATO? AS ERVAS? OS BURACOS? ISTO NAO DARÁ UMA IMAGEM PIOR DA ZONA?
O que ELE (El-Rei) nao sabia era que os 2 galinheiros pertenciam a alguém que joga no time do seu Reino, um servo seu, e que foram retirados do local onde estavam precisamente para proceder à desinfecção da zona e também por dar uma imagem má à zona onde todos os galináceos co-habitam felizes e contentes, e, estes galinheiros foram colocados noutro local da área envolvente onde não se faz uso neste momento, também porque este servo deixou de pagar os devidos aéreos reais que devia pela utilização do local.
El-Rei depois de ler o relatório do Fiscal do Reino decidiu enviar um documento à Galinha Franchete exigindo a retirada imediata dos galinheiros do local sob pena de lhe colocar um processo de excussão coerciva.
Perante este documento real, a Galinha Franchete respondeu:
Os galinheiros não são meus, é o único local fechado onde podem estar e não me posso desfazer deles. Se no Reino de V. ALTEZA existir um local onde se possam colocar, estou disposta a discutir com V. Exa. o referido caso.
Até à presente data, nenhuma resposta por parte d' El-Rei nem de toda a Corte Real
E assim vai o nosso Reino em Piarça.

Tuesday, September 05, 2006

EL- REI QUER A CABEÇA DO(A) TRAIDOR(A)!!!

EL- REI QUER O CASO DOS 56.000 REAIS DESLINDADO.

El-Rei Trevo-do-Mar na manhã de quinta-feira passada soprava esbaforido palavras ininteligíveis, enquanto ia percorrendo o seu gabinete de um lado para o outro. Tinham-no acordado às 2 da manhã da gráfica onde acabara de ser impresso o Miradoiro e antes do jornal cair nos correios, já sabia da notícia bombástica da semana.

Logo que chegou no seu(nosso) very green british BMWC germaníaco ao Paço Real chamou a sua aia-secretária pessoal e mandou-a convocar uma Reunião Urgente de Estado com a presença dos aios-vereadores, aias-secretárias e bem assim todos os servos da corte que estiveram em contacto com este caso bombástico descoberto e publicado pelo Miradoiro.

Presentes todos os que ele considerava suspeitos ou culpados, vermelho de raiva, cabelos desgrenhados, barba por fazer, mandou ficar tudo de pé e começou assim o seu inflamado discurso:

Como sabem, ocorreu-me a real ideia de transformar o antigo Posto Médico do Frete do Cume num bonito Jardim para Crianças e tive o cuidado de o inaugurar antes das últimas Eleições Traumáticas. Todos sabem que eu ganho estas eleições é nos lugares, por isso me proponho construir também uma Capela no Escondinho e um Hotel do Descanso Eterno entre os dois Fretes, para os nossos vassalos não serem enterrados nas Fazendas dos Almeirantes,

Agora o Pasquim Miradoiro acusa-me de ter deixado voar 56 mil reais e possuem todos os dados, inclusive sabem que este empréstimo, para financiar a execução do Jardim de Crianças do Frete do Cume, tinha sido aprovado em reunião real de 3 de Outubro de 2005 e autorizado pela assembleia real quase três meses depois, em 27 de Dezembro.

O que eles não sabem, porque são calhaus e burros que nem asnos, é que a assembleia real reúne ordinariamente em Setembro e depois em Novembro ou Dezembro e eu antes do fim de Dezembro nunca tive tempo de aprovar o Plano de Inactividades e o Desorçamento do Reino, o que me atrasou tudo e reuni a assembleia com a malta já com as malas feitas para passar o Reveillon no Reino da Madeira do meu nobre colega El-Rei João Alberto .

Se quisesse ter as coisas aprovadas dentro do prazo teria de mandar realizar uma assembleia real extraordinária, em Outubro ou Novembro, mas eu odeio pagar senhas de presença principalmente aos oposicionistas comunas, até porque estes parolos oferecem o dinheiro das senhas ao Partido Leninista de Alpiarça, coisa que me queima e corrói as entranhas como aço sulfúrico e assim para além de poupar umas massas em senhas de presença, aproveitei a sessão de 27 de Dezembro, para aprovar tudo e mais alguma coisa, porque a malta já pensava era no Reveillon, no champanhe, nas passas, nos 12 desejos, nos beijinhos fingidos de desejos de um bom ano e no fogo de artifício.

Mas tudo isto é o que menos me afecta, posso desculpar-me sempre com a incompetência dos serviços, mas o que me phode é que há fugas de informação dentro da corte, os gajos do pasquim Miradoiro tiveram acesso a tudo e eu quero saber quem é o(a) traidor(a) que passa estas informações ao jornalista.

Quero a cabeça do bufo ou da bufa (mesmo mal-cheirosa) em cima da minha mesa dentro de 15 dias, que foi o prazo que o meu camarada Jorge Com Paio deu ao Procurador-Geral de Portus Cale para resolver o célebre caso do envelope nove, em que apareciam ligações do telégrafo do meu camarada do Palácio de Bem Além para pessoal implicado no Processo dos Maricôncios da Casa Maria Pia.

Sou vítima de chacota do pasquim mais ordinário do país, desta vez até o Cavaleiro Andador meteu o bedelho e ainda vai aparecer o gajo dos E.mails Extra-Terrestres a gozar comigo também.

A gozar comigo El-Rei Trevo, uma Alteza Real que até Grau de Comendador já tem.

LEMBREM-SE QUE DESTA VEZ NÃO VOU DAR ABÉBIAS, DESTA VEZ NÃO VOU PERDOAR O TRAIDOR OU A TRAIDORA QUE ME LIXARAM COM UM F BEM GRANDE. CHEGA. BASTA. ATINGI O LIMITE. QUERO A CABEÇA DESSE MERDAS EM CIMA DO CEPO E EU PRÓPRIO SEREI O SEU CARRASCO.

Tenho dito. E agora ponham-se na rua, não quero ser incomodado e não estou para ninguém, para ninguém, ouviram bem?